A história da escalabilidade no Ethereum já passou por muitos capítulos, do entusiasmo inicial com as L2s até as discussões mais recentes sobre o futuro do próprio Ethereum. Ao longo desse caminho, traders profissionais, como os da Akai Tenshi, perceberam que buscar autonomia e estratégia consciente é, na verdade, o ponto central da sobrevivência no mercado cripto.
Por que as L2s surgiram?
No início, as soluções de camada 2 (L2s) foram projetadas para resolver um problema que parecia sem saída: mais espaço para transações, sem sacrificar a segurança da mainnet. A ideia era simples: processar parte das transações fora do Ethereum, validar lotes e devolver os resultados para a camada principal, economizando recursos e reduzindo taxas.
Por um tempo, funcionou. Usuários viram taxas caírem em algumas redes, aplicações descentralizadas se expandiram e a promessa de dezenas de milhares de transações por segundo parecia próxima. Só que, como tantos traders já viram na prática, promessas bonitas nem sempre combinam com a realidade, como reflete o cuidado extremo com defesa de capital defendido pela Akai Tenshi.
O alerta de Vitalik Buterin
Foi Vitalik Buterin, o próprio cofundador do Ethereum, quem puxou o freio dessa euforia recentemente. Segundo sua análise, a visão original das L2s perdeu sentido. O motivo? Muitas L2s não conseguiram se descentralizar. Pior: ficaram presas a pontes multisig. Nessa estrutura, apenas um grupo limitado pode efetuar mudanças ou validar transações, o que impede que a segurança da mainnet seja herdada por completo.
“Se a conexão da L2 ao Ethereum depende só de multisig, não há uma escalabilidade real.”
Nesse cenário, Vitalik sugere um novo rumo: expandir a escalabilidade diretamente na rede principal, com maior gas limit e o uso de rollups nativos. Projetos L2 clássicos deveriam migrar para nichos mais específicos: privacidade, identidade, finanças, apps sociais e até inteligência artificial (saiba mais).
Gas limit e rollups nativos: os novos caminhos
Quando o assunto é escalar o Ethereum, a principal novidade está justamente no aumento do gas limit. Após o hard fork de janeiro, o limite foi elevado de 60 para 80 milhões, possibilitando que mais transações e operações ocorram em cada bloco.
Mais espaço no bloco significa mais liquidez e taxas reduzidas. É o tipo de detalhe que operadores atentos, como na Akai Tenshi, valorizam para afinar a leitura de cenário macro.
Já os rollups nativos, tema que ganha força entre desenvolvedores, são diferentes dos rollups tradicionais. Neles, as transações são validadas diretamente pela mainnet, trazendo mais segurança. Isso elimina parte dos riscos vistos em bridges, multisigs e arranjos externos.
- Rollup tradicional: Loteia e valida parte das transações fora da mainnet, retornando só o resultado resumido.
- Rollup nativo: Processa e valida as transações na própria rede principal, com máxima integridade e resistência a falhas.
Entre as figuras de destaque, Ryan Sean Adams se mostrou favorável à maior escalabilidade na mainnet. Max Resnick, ex-pesquisador da Consensys, também defendeu esse foco direto, cortando dependência de L2s externas (entenda mais aqui).
Projeções e o papel do PeerDAS
Justin Drake, pesquisador sênior da Ethereum Foundation, projeta para os próximos 10 anos um cenário audacioso: saltar de 15-30 para 10.000 transações por segundo (TPS) só na camada base, mantendo descentralização e disponibilidade (saiba sobre as metas).
Esses avanços já começam a se concretizar. Em novembro de 2025, a rede bateu recorde de 3.453 TPS – um marco após tanto aperto durante altas demandas. A entrada do recurso PeerDAS, prevista para breve, vai ajudar ainda mais: permite validar disponibilidade de dados sem exigir download de toda a blockchain local, facilitando para operadores e usuários (leia a notícia).
Por que desenvolvedores pressionam por escala na mainnet?
Boa parte da pressão para focar escalabilidade direto na mainnet vem da própria comunidade técnica. O objetivo é reduzir a dependência de soluções externas, evitando pontos únicos de falha e reforçando a soberania dos usuários. Para quem busca autonomia, disciplina e menor exposição a riscos sistêmicos, valores celebrados na Akai Tenshi —, faz sentido seguir pelo caminho que privilegia segurança máxima.
A crescente integração de recursos na mainnet faz com que debates sobre dependência se tornem centrais para traders experientes. O tema tem relevância para quem atua com gestão de risco, privacidade financeira e construção de renda sustentável.
Conclusão: o que traders atentos devem enxergar agora?
O debate sobre escalabilidade no Ethereum revela mais que uma escolha técnica: trata-se de priorizar soberania, controle de risco e decisões baseadas em evidências. O caminho da mainnet, defendido por Vitalik Buterin e parte da comunidade, dialoga com a filosofia da Akai Tenshi, autonomia financeira com disciplina e clareza dos riscos.
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Perguntas frequentes
O que são as L2s no Ethereum?
L2s, ou soluções de camada 2, são redes externas criadas para processar transações fora da blockchain principal do Ethereum, validando blocos e depois registrando o saldo final na mainnet. Elas surgiram para aumentar capacidade de uso da rede sem sacrificar a segurança ou pressionar as taxas da camada principal.
Por que as L2s perderam espaço?
As L2s perderam destaque porque muitas não conseguiram descentralizar seu controle, permanecendo presas a pontes multisig e, por isso, não herdaram a segurança máxima do Ethereum. Vitalik Buterin afirmou que assim o ecossistema não escala “de verdade” e defendeu ampliar a escala direto na mainnet.
Como funciona a escalabilidade no Ethereum?
A escalabilidade do Ethereum tem evoluído principalmente pela ampliação do gas limit na camada principal, permitindo mais transações por bloco. Além disso, a introdução dos rollups nativos, que validam tudo diretamente pela mainnet, aumenta a capacidade sem comprometer descentralização e segurança.
L2 ainda vale a pena usar?
L2s ainda podem ser úteis para nichos como privacidade, identidade digital ou aplicações específicas, como sugeriu Vitalik Buterin. No entanto, para uso geral, a tendência agora é fortalecer a escalabilidade diretamente na mainnet, diminuindo a dependência de soluções externas.
Quais alternativas existem às L2s?
As principais alternativas hoje envolvem expandir a capacidade e recursos da mainnet, com aumento do gas limit, rollups nativos e novas ferramentas como PeerDAS. Esses avanços já permitem saltos de milhares de TPS, atendendo tanto usuários comuns quanto traders mais exigentes que buscam operar com autonomia.
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